Doença do Carrapato – Conheça os Tipos e Tratamentos

Veja os dois tipos de doença do carrapato e saiba como identificá-las em seu pet

A doença do carrapato, também conhecida como hemoparasitose, é uma das mais temidas pelos donos de cachorros, pois, apesar de possuir tratamento e cura, os seus sintomas causam preocupação e a enfermidade também pode ser fatal para o pet.

Se apresentando de dois modos, a erlichiose (ou erliquiose) e a babesiose, a doença do carrapato é mais comumente transmitida através do rhipicephalus sanguineus, o conhecido carrapato marrom, que se aloja no corpo do cachorro e se alimenta de seu sangue. As duas formas da doença são causadas por agentes diferentes, e também podem acometer o cachorro juntas, agravando ainda mais o estado clínico do animal.

doença do carrapato

Depressão e desânimo podem ser sinais da doença do carrapato. (Foto: Reprodução/R7)

A babesiose age sobre os glóbulos vermelhos, enquanto a erlichiose ataca os glóbulos brancos do sangue, destruindo-os e afetando o organismo do cão infectado. O sintoma mais claro da doença do carrapato é, provavelmente, a depressão. A enfermidade gera fraqueza, anemia, febre, perda de apetite, levando ao cansaço e ao desânimo.

Se um cão que costuma ser ativo e gosta de brincar começar a preferir ficar mais tempo deitado e sem se movimentar, uma visita ao veterinário é recomendada. Contudo, também é possível que a doença passe despercebida em um cão que passe mais tempo sozinho em casa ou que seja menos ativo, por isso é tão recomendado que ele sempre passe por visitas periódicas ao veterinário para exames e um check-up geral.

As doenças do carrapato são diagnosticadas por exame de sangue, que pode dar sinais de alteração desde um hemograma com leucograma simples, porém existem exames mais específicos para o diagnóstico, como a sorologia para hemoparasitose, que normalmente inclui babesia e erlichia.

Tanto a erliquiose quanto a babesiose tem tratamento e podem ser curadas através de medicamentos ministrados pelo veterinário, porém, o mais interessante de se ressaltar é a importância do controle do ambiente, buscando sempre mantê-lo livre dos carrapatos que transmitem a doença. Quanto antes se inicia o tratamento maior a chance de eficácia. 

Já no inicio do tratamento o animal apresenta uma melhora nos sinais clínicos, mas para uma eliminação total normalmente é necessário um tempo maior, levando semanas a meses para efetivamente livrar o animal da hemoparasitose.

O tratamento deve ser iniciado o mais cedo possível, a doença do carrapato pode levar a uma degeneração da medula, que é a parte do corpo responsável pela produção dos glóbulos vermelhos entre outros, causando uma anemia profunda e podendo levar o pet a óbito.

Como tirar um carrapato do meu cachorro?

Se durante uma inspeção no corpo do seu pet, em busca de carrapatos, você encontrar um, procure não tirá-lo com a mão. Isso pode fazer com que ainda alguma parte do parasita fique no corpo do animal, podendo causar infecções. O ideal é aplicar algumas gotas de vaselina ou de parafina ao redor do carrapato, esfregar com cuidado até amaciar a pele e depois tentar retirá-lo com cuidado.

Após inteiramente retirado, o carrapato deve ser colocado em um recipiente com álcool, para eliminá-lo do ambiente junto com seus ovos. Além disso, existem no mercado pinças desenvolvidas especialmente para a retirada de carrapatos, que podem ser encontradas em lojas especializadas em pets. Não se esqueça de lavar bem as mãos após manipular o seu pet infectado.

Tirar carrapato do cachorro

Pinça especial para retirar carrapatos. (Foto: Reprodução/Petlove)

Melhor do que remediar é prevenir, se seu animal mesmo depois de tratado continua sempre voltando a ficar infestado de carrapatos, utilize remédios para carrapato com a frequência recomendada na bula, normalmente uma vez ao mês, para que ele fique sempre livre destas doenças do carrapato.
Fonte: Redação Cachorro Gato

Conjuntivite Canina – Como curar e tratar esta doença

A conjuntivite canina vem se tornando uma doença bem comum entre os cães, principalmente os que moram em áreas urbanas, afetando os olhos e a visão do cãozinho infectado. Esta doença é mais propensa em animais que, por exemplo, andem bastante com a cabeça para fora de um carro em movimento, pegando vento direto nos olhos, mas ela pode afetar qualquer outro cachorro ou aqueles que moram em casas de ruas muito movimentadas.

É comum que os donos não percebam ou não deem muita importância quando seus cachorros parecem estar com alguma irritação nos olhos, só buscando auxílio de um veterinário quando a doença já está mais avançada. Cuidado: a conjuntivite canina deve ser levada a sério, pois sua evolução pode levar à cegueira.

conjuntivite canina

Cuidado com os olhos do seu pet, ele pode pegar conjuntivite canina. (Foto: Reprodução/Eu Adoro Morar na Internet)

Para começar, saibamos que as conjuntivas são mucosas que ficam embaixo das pálpebras, possuem coloração rosada clara quando estão saudáveis e sua função é proteger os olhos dos pets.

A conjuntivite acontece quando há a inflamação das conjuntivas, devido a funções climáticas, poluição, irritação por corpos estranhos (objetos ou poeira) ou trauma. Com isso, é importante saber que, ao contrário da doença nos humanos, a conjuntivite nos cães não é contagiosa.

Sintomas e tratamento da conjuntivite em cães

O aparecimento de inchaço e vermelhidão nos olhos do pet pode ser um sinal de conjuntivite, além de edema e corrimento através dos olhos. É importante ressaltar que, com a percepção destes sintomas, o dono não deve negligenciar e precisa levar o seu pet ao veterinário, pois, além de ser uma doença isolada, a conjuntivite pode ser sinal de cinomose, que é uma doença canina muito séria. 

Após a confirmação do diagnóstico da conjuntivite no cachorro, dependendo da causa, o tratamento é bastante simples: aplicação de algum colírio receitado pelo veterinário e limpeza, com soro fisiológico, do olho acometido pela doença. Nos casos mais avançados, recomenda-se o uso de antibióticos. Depois disso, o cãozinho pode levar sua vida normalmente.

Fonte: Redação CachorroGato.

 

Artigo: Agressão a animais domésticos é crime

Euro Bento Maciel Filho*

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As imagens recentemente veiculadas pela imprensa nacional, que retratam a bárbara agressão a um filhote de poodle na cidade de Porto Alegre (RS) são, de fato, chocantes. É evidente que, diariamente, convivemos com diversos tipos de violência muito mais graves e revoltantes. É evidente que a violência das ruas, os latrocínios, os roubos etc., não só revoltam, mas também causam pânico e criam um clima de terror no meio social.

De qualquer forma, a violência praticada em face daquele filhote indefeso é capaz mesmo de chocar até mesmo a pessoa mais indiferente. Positivamente, diante de tamanha crueldade, é impossível ficar inerte, passivo.

Assim, logo de cara, surge a pergunta: o que pode ser feito, no âmbito penal, em face daquela agressora covarde?

Inicialmente, para alento geral, cumpre-me informar que maus-tratos praticados em face de animais domésticos é, de fato, um crime previsto na nossa legislação penal.

Porém, infelizmente, em que pese a crueldade praticada, o nosso Direito Penal não prevê penas altas para tal conduta. De acordo com o artigo 32, da Lei 9.605/98, aquele que pratica “ato de abuso, maus-tratos, ferir ou mutilar animais silvestres, domésticos ou domesticados, nativos ou exóticos” estará sujeito a uma pena de detenção, de três meses a um ano, e multa.

Em termos práticos, a conduta supra transcrita é daquelas que o legislador denomina como sendo “crime de menor potencial ofensivo”. E, por estar inserido nessa categoria, a legislação é bem liberal, já que existem uma série de benefícios legais para o autor, os quais, em última análise, visam desafogar os escaninhos dos Cartórios Judiciais, pois impedem que processos relativos a crimes “menos graves” prossigam até final sentença.

No caso de Porto Alegre, na hipótese de o processo ser levado adiante e, ainda desde que a autora seja primária e ostente bons antecedentes, é muito provável que, ao final, ocorra a chamada “transação penal”, ou seja, um “acordo”. Esse “acordo” poderá ser realizado ainda no início do processo, por meio do qual a autora aceita algumas condições que lhe são propostas pelo Membro do Ministério Público (artigo 76, Lei 9.099/95). Nessa hipótese, desde que ela cumpra, integralmente, as condições apresentadas, ela não só se livra do processo, como ainda, permanecerá primária e de bons antecedentes, ou seja, de “ficha limpa”.

É bom que se diga que tal benefício não representa impunidade, mas se trata, sim, de um direito que a lei concede aos autores (primários) dos chamados “crimes de pequeno potencial ofensivo”. De qualquer forma, ao menos já se tem noticia que, apesar da barbárie e da possível impunidade da autora, o cãozinho passa bem.

* Euro Bento Maciel Filho é advogado criminalista, mestre em Direto Penal pela PUC-SP e sócio do escritório Euro Filho Advogados Associados – eurofilho@eurofilho.adv.br

Fonte: Assessoria de imprensa Cães e Gatos

Saiba mais sobre a necessidade e as técnicas de como passear com cachorro tranquilamente

Como passear com cachorro pode se tornar uma grande dúvida na cabeça daqueles que possuem pets em casa. Sem saber devidamente as razões da necessidade dos animais em sair de casa e com problemas para controlá-los  na rua, proprietários de todos os lugares buscam, sempre, por novos artefatos e técnicas para tornar o passeio com seus cãezinhos mais agradável.

Nas grandes capitais do País, onde donos vivem em apartamentos com uma área restrita, a questão de como passear com cachorro fica ainda mais óbvia, e diversas empresas já tiram proveito disso, oferecendo serviços de dog walker para que as pessoas sem tempo possam garantir o lazer e a saúde de seus animaizinhos.

Como passear com cachorro

(Foto: Reprodução/Como Adestrar seu Cão)

A socialização do cão com outros animais, ambientes e pessoas é um dos pontos que torna os passeios de pets completamente necessários e benéficos e faz bem ao animal tanto pelo fator social como pela sua saúde, já que o exercício praticado nessas caminhadas torna o seu amiguinho ainda mais resistente e saudável.

A disciplina do animal também pode ser ajudada com pequenos passeios, já que o proprietário pode treinar suas habilidades de liderança perante o cão em atividades desse tipo. Coleiras e guias simples são os acessórios necessários para que seu animal seja adestrado em passeios e o restante depende, apenas, da boa vontade do dono, que deve ter paciência e atenção para ensinar o pet.

Na maioria dos casos, os cães não treinados acabam guiando seus donos durante os passeios, indicando o caminho que mais os atrai durante a caminhada. Para garantir que você seja o líder de seu pet, técnicas variadas podem trazer resultados, incluindo aumentar a periodicidade de passeios do animal, já que, ele se torna menos ansioso se conta com passeios regulares. Confira algumas dicas de como proceder com cachorros que puxam a coleira no passeio.

Interromper o passeio do cachorro por um curto período de tempo ou mudar de direção quando o cão puxa a guia podem ser boas opções para ensiná-lo. Mostrando ao pet que você é quem comanda o passeio – segurando firmemente a coleira próxima a seu corpo até que ele pare de insistir em forçá-la – o animal começa a assimilar o comando que está recebendo, comportando-se cada vez melhor conforme os passeios forem realizados.

Dar recompensas ao animal por bom comportamento também é eficaz, e para aumentar sua obediência durante essas atividades é importante que isso seja feito, mostrando ao cão – por meio de repetições – que puxadas na guia são sinônimo de passeio interrompido, enquanto o bom comportamento traz carinhos e presentes.

Fonte: Redação CachorroGato.

Artigo – Nutrição em quadros de urolitíases felinas

Os urólitos de estruvita merecem grande atenção, pois são os maiores responsáveis pela Doença do Trato Urinário Inferior dos Felinos (DTUIF), uma enfermidade que preocupa na clínica veterinária e compreende de 4 a 10% dos atendimentos a gatos domésticos

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Autores*

A urolitíase é uma afecção relativamente comum na prática clínica de pequenos animais e possui uma relação direta com a alimentação, tanto em sua etiologia quanto em seu tratamento e prevenção. As consequências da urolitíase podem variar desde inflamações na parede do trato urinário, que propiciam muitas vezes infecções bacterianas, até a completa obstrução do fluxo urinário podendo levar o animal a óbito. Os urólitos de estruvita merecem grande atenção, pois são os maiores responsáveis pela Doença do Trato Urinário Inferior dos Felinos (DTUIF), uma enfermidade que preocupa na clínica veterinária e compreende de 4 a 10% dos atendimentos a gatos domésticos. De acordo com estudos epidemiológicos, a DTUIF atinge entre 0,34 a 0,64% dos gatos, com vários distúrbios associados (Osborne et al, 1984).

Embora gatos com DTUIF comportem-se sintomatologicamente de forma similar, as causas potenciais são múltiplas, como infecções do trato urinário, cálculos urinários, neoplasias, fatores dietéticos e outras desordens. Entretanto, cerca de 50% das DTUIF diagnosticadas são de causa idiopática e 70% dos animais acometidos apresentam recidivas (Osborne et al, 1984). As indústrias de alimentos para gatos já têm desenvolvido dietas balanceadas para o tratamento e prevenção desta enfermidade, comprovando a importância da nutrição nos aspectos clínicos envolvidos nesta doença.

Definição e incidência
Os gatos domésticos acometidos pela DTUIF são divididos basicamente em duas categorias, sendo a primeira composta por pacientes nos quais o processo é resultante da presença de cristalúria, o que pode ocasionar obstrução uretral com tampões mucosos. A segunda categoria ocorre em ausência da estruvita, provoca inflamação do trato urinário sem formação de cristais ou urólitos (Osborne et al, 1984). Sabe-se que a maioria dos felinos acometidos pela DTUIF enquadra-se na primeira categoria, onde determinadas condições favorecem a supersaturação urinária pela presença de cristais, denominado de urolitiase. A urolitíase pode ser definida como a formação de precipitados em forma de urólitos em qualquer local das vias urinárias. Urólitos são concreções organizadas, macroscópicas, policristalinas e compostas geralmente por 95% de cristalóides inorgânicos e 5% de matriz orgânica (Campos, 2002; Case et al., 1998). São encontrados mais comumente na bexiga (urocistólitos) e na uretra (uretrólitos); já nos rins (nefrólitos) e nos ureteres (ureterólitos) respondem por cerca de 5-10% do total de urólitos (Shaw & Ihle, 1999; Grauer, 2001). Ainda que possam ter vários centímetros de diâmetro, a maioria tem o tamanho de um grão de areia (Case et al., 1998).

Um estudo conduzido por Escolar & Bellanato (2003), analisando quimicamente urólitos encontrados em gatos, revelou que 52,9% dos cálculos continham estruvita como maior constituinte, 29,4% era composto por urato de amônio, 8,8% por oxalato de cálcio e 8,8% por fosfato cálcico. Em um estudo citado por Case et al. (1998) encontrou-se que 64,5% dos cálculos presentes em gatos com doença do trato urinário inferior dos felinos continham entre 70 e 100% de estruvita. O oxalato de cálcio foi o segundo mineral mais comum, e representou cerca de 20% dos cálculos. Com muito menor frequência, foram descobertos urólitos compostos de fosfato cálcico ou urato de amônio. Os urólitos de estruvita, também denominados fosfato triplo ou fosfato amônio magnesiano, em geral estão associados a um pH urinário em torno de 6,5 e uma urina supersaturada com íons de magnésio, amônio e fosfato. Já os de oxalato de cálcio são observados em pH urinário mais ácido.

Houston et al. (2003) relataram as raças felinas mais acometidas em um estudo com 4866 urólitos vesicais (cistólitos). O Domestic Shorthair representou 68,4%, seguido por Domestic Longhair com 18,9%, Himalaia com 5,5%, Persa também com 5,5% e Siamês com 2,4%. Neste estudo foi observada maior proporção de urólitos de oxalato de cálcio (50%) em relação aos de estruvita (44%), o que tem sido observado também em outros estudos (Lekcharoensuk et al., 2005; Thumchai et al. e Kirk et al. citados por Houston et al., 2003). Essa alteração na incidência dos diferentes tipos de urólitos nos últimos anos provavelmente está relacionada com o uso de acidificantes urinários e/ou dietas restritas em magnésio no controle da urolitíase por estruvita, que são fatores predisponentes para a formação de urólitos de oxalato de cálcio (Thumchai et al. e Kirk et al. citados por Houston et al., 2003; Markwell et al., 1998).

Em gatos, variações na incidência de acordo com diferentes raças, idades, sexos e condições reprodutivas também foram relatadas (Lekcharoensuk et al., 2000). A diferença na ocorrência entre as diversas raças sugere envolvimento hereditário na formação dos urólitos (Lewis et al., 1987). A formação de urólitos de estruvita é mais comum em gatos jovens e adultos de um a sete anos, enquanto que a formação de oxalato de cálcio ocorre com maior frequência em gatos idosos de sete a nove anos (Kruger &Allen, 2000).

Segundo Houston (2003), a prevalência de urolitíase por estruvita e oxalato de cálcio mudou ao longo dos últimos 20 anos. Em um estudo realizado pelo serviço de urologia na Ohio State University, utilizando 132 gatos com sinais de doença do trato urinário inferior foi constatada a presença de urólitos em 16 gatos (oito estruvita, sete oxalato de cálcio e um desconhecido), totalizando 14,7% de incidência, sugerindo esses como os dois tipos de urólitos predominantes. Uma análise realizada em felinos no Centro de Urólitos de Minnesota em 1981 indicou uma prevalência de 78% de urólitos de estruvita e apenas 2% de oxalato de cálcio. Em 2006 essa proporção foi alterada, sendo observados 50% dos urólitos de estruvita e 39% de oxalato de cálcio (Forrester & Roudebush, 2007).

Etiopatogenia e fatores predisponentes
Existem várias teorias a respeito da patogenia da formação dos urólitos. A teoria da precipitação-cristalização sugere que uma supersaturação da urina com sais como fator primário que inicia a formação do núcleo e mantém o crescimento de urólito. Outras teorias para a formação dos urólitos sugerem que algumas substâncias na urina podem promover ou inibir a formação de cristais. A teoria da formação da matriz (núcleo) propõe que uma substância orgânica na urina promove a formação inicial do núcleo (Grauer, 2001). Habitualmente esse núcleo é um mucopolissacarídeo ou mucoproteína. O núcleo pode consistir de leucócitos mortos, fibrina, debris celulares ou bactérias aglutinadas. Outra teoria, a teoria do inibidor da cristalização, sugere que a ausência de um inibidor da formação dos cristais é o fator primário que permite a formação do núcleo inicial. Os exemplos de inibidores da cristalização são os citratos, glicosaminoglicanos e pirofosfatos. As concentrações reduzidas dessas substâncias na urina podem facilitar a cristalização espontânea e o crescimento do urólito. A extensão na qual os promotores e inibidores da cristalização estão envolvidos na patogenia da formação dos urólitos é desconhecida. Contudo, em todos os casos, a supersaturação da urina com os constituintes dos urólitos é essencial para a sua formação (Grauer, 2001).

A formação de cristais de estruvita no trato urinário requer várias condições. Deve existir uma concentração urinária suficiente de amônio, magnésio e fosfato. Além disso, essas substâncias devem permanecer no trato urinário durante um período de tempo suficiente para permitir a cristalização. Por último, e mais importante, deve existir dentro do trato urinário um pH que favoreça a precipitação de cristais. A estruvita é solúvel em pH inferior a 6,60, entretanto os cristais são formados em pH de 7,00 ou superior (Case et al., 1998).

A patogenia da formação dos urólitos de estruvita na urina estéril não é bem conhecida, contudo, a formação dos urólitos de estruvita em gatos geralmente ocorre na ausência de infecções do trato urinário (ITU), ao contrário de cães, nos quais estas infecções são importantes fatores predisponentes (Grauer, 2001). Conforme levantamento feito por Osborne et al. citado por Lazzarotto (2000) a maior fração dos urólitos de estruvita removidos de gatos são estéreis (estimado em 90-95%). A maior capacidade de concentração urinária e, portanto, maior grau de supersaturação urinária, pode ser parcialmente responsável pela formação dos urólitos em gatos e cães sem ITU. Adicionalmente, o pH urinário consistentemente alto na ausência de ITU, potencialmente causado por dietas, drogas ou alterações tubulares renais, pode facilitar a formação dos urólitos de estruvita (Grauer, 2001).

Os fatores nutricionais têm sido considerados entre as principais causas da urolitíase por estruvita. Estes fatores incluem: nível de magnésio na dieta, propriedades acidificantes dos alimentos, intervalo de alimentação do animal e balanço de fluidos (afetado pela digestibilidade e densidade calórica da dieta) (Case et al., 1998).

Os felinos são animais estritamente carnívoros, possuindo habilidade digestiva para alimentos de alto valor proteico. A urina destes animais contém grandes quantidades de amônio devido às altas necessidades e à alta ingestão de proteínas. O conteúdo urinário de fosfato também é suposto ser suficientemente alto para permitir a formação de estruvita, com independência da ingestão de fosfato. A concentração de magnésio na urina, por outro lado, é bastante baixa em condições normais e pode ser diretamente afetada pela dieta. O grau de supersaturação da urina com cristalóides calculogênicos pode ser influenciado por um aumento na excreção renal destes cristalóides, que por sua vez é observado nos casos de ingestão de dietas ricas nesses componentes minerais (Lewis e Morris, 1984). Diversos estudos demonstraram a relação entre o alto conteúdo de magnésio na dieta e a frequência de formação de cálculos. No entanto, colocou-se em dúvida o significado de tais dados devido a diversos fatores causadores de confusão nesses estudos. As quantidades de magnésio empregadas nos experimentos para induzir a formação de estruvita são muito superiores àquelas encontradas nos alimentos, além disso, a forma do magnésio (por exemplo, óxido de magnésio ou cloreto de magnésio) incluída na dieta altera significativamente o pH urinário e consequentemente a formação dos cristais de estruvita (Case et al., 1998).

Como o principal mineral envolvido no cálculo de estruvita é o magnésio (Mg), durante muito tempo acreditou-se que quanto maior a quantidade de magnésio na dieta maior a chance de desenvolvimento de urólitos, entretanto, hoje acredita-se que para evitar a precipitação dos cristais de estruvita, a manutenção de pH urinário ácido seja mais importante do que o controle de ingestão de magnésio, uma vez que os cristais de estruvita têm sua solubilidade aumentada em pH menor que 6,4 (Pitarello, 2002).

O tipo de dieta e a frequência com que o animal a recebe podem interferir diretamente no pH urinário, favorecendo ou não a precipitação dos cristais de estruvita. A proteína de origem animal é rica em aminoácidos sulfurados como cisteína e metionina, e a oxidação dessas substâncias leva a produção de urina ácida. Em contrapartida, os cereais e vegetais de um modo geral, promovem a formação de urina alcalina devido a grande quantidade de potássio e ânions inorgânicos. Assim, quando os animais são alimentados com produtos cárneos ou ração úmida enlatada, composta por derivados de origem animal, tendem a produzir urina ácida, enquanto que as dietas secas, formuladas com cereais, tendem a resultar na formação de urina alcalina (Pitarello, 2002). Funaba et al.(2004) relatou que o amido e a fibra na dieta potencialmente estimulam a formação de cristais de estruvita, portanto, a redução do carboidrato dietético é um aspecto desejável na prevenção de urólitos de estruvita. No mesmo estudo, o autor sugere que a inclusão de fibra insolúvel na dieta pode aumentar o requerimento de macrominerais em dietas para gatos devido à perda de cálcio, fósforo e magnésio ao se incluir fibras na alimentação.

Outro fator considerado de importância fundamental na produção de urina alcalina, mesmo que temporária, é a onda alcalina pós-prandial, que resulta da secreção de ácido gástrico em resposta à ingestão de alimento. A perda de ácido clorídrico é compensada pelos rins, que passam a conservar ácidos e excretar bases, o que determina a formação de urina alcalina. A alcalinização máxima da urina ocorre aproximadamente quatro horas após a ingestão do alimento e está na dependência do volume ingerido; portanto, a alimentação ad libidum, assim como a ingestão de produtos de origem animal, podem gerar onda alcalina pós-prandial de magnitude moderada, resultando em pH urinário menor ou próximo a 7,0 (Pitarello, 2002).

A vitamina A é necessária para manutenção da integridade de epitélios de revestimento e mucosas. A deficiência de vitamina A pode resultar em aumento da descamação das células epiteliais do trato urinário o que disponibiliza maior quantidade de debris para formação do núcleo central de um urólito. Embora a deficiência de vitamina A seja associada a urólitos de estruvita em ratos, não é considerada como causa ou fator predisponente na formação de urólitos em cães e gatos. Além disto, a suplementação de vitamina A não demonstrou ter qualquer benefício no tratamento ou prevenção de urolitíase em nenhuma dessas espécies (Lewis et al., 1987).

Muitos trabalhos incriminam a ração seca industrializada como a principal causadora do processo. Estudos citam que as rações secas favorecem o desenvolvimento da DTUIF mais do que as dietas úmidas porque os animais que recebem dietas secas têm o consumo total de água menor do que os que inferem as dietas úmidas, havendo consequente redução no volume urinário. Além disso, Osborne et al. (1984) relataram que a baixa densidade calórica dos alimentos secos resultaria numa maior ingestão de minerais, sendo, estas condições favoráveis ao aumento da concentração urinária de cristalóides calculogênicos. Estudos de Reche (1993) demonstram que felinos alimentados com diversas dietas (seca ou úmida), desenvolvem a enfermidade, conforme demonstrado na tabela 1.

Tabela 1

Segundo Osborne et al. (1984), o magnésio é parte do conteúdo total de cinzas em alimentos secos e semiúmidos, porém não estão presentes em enlatados. Alimentos secos em relação aos enlatados possuem menor densidade energética disponível, maior relação Mg/Kcal, menor digestibilidade, maior concentração de fibras e ingestão total de Mg, maior volume e perda líquida fecal, logo pode reduzir o volume urinário, aumentar a concentração de Mg e de outras substâncias calculogênicas, além de aumentar o tempo de permanência.

Somente a ingestão inadequada de água não é a causa de urolitíase, entretanto se a dieta é rica em minerais, ou se existem outros fatores predisponentes, a desidratação favorece a formação de cálculos. O conteúdo hídrico da dieta comercial não é, provavelmente, um fator importante com respeito à capacidade do alimento para contribuir no volume de urina, entretanto, a densidade calórica, o conteúdo lipídico e a digestibilidade são fatores importantes. O consumo de um alimento com alta densidade energética e alta digestibilidade, conduzirá a uma menor ingestão de matéria seca total. Esta diminuição será acompanhada de uma queda do volume e do conteúdo hídrico das fezes e do aumento do volume de urina. Além disso, o aumento do volume de urina tende a elevar a frequência de micção, com diminuição do tempo disponível para a formação de estruvita (Case et al., 1998).

Tratamento e profilaxia
Os princípios gerais do tratamento e controle da urolitíase incluem: (1) o alívio de qualquer obstrução do fluxo urinário e descompressão da bexiga se necessário, (2) a eliminação dos urólitos existentes através de cirurgia ou dissolução clínica, (3) a erradicação das infecções do trato urinário e (4) a prevenção de recidivas (Hoppe, 1995).

A desobstrução normalmente pode ser realizada através da passagem de um cateter de pequeno calibre, cistocentese, deslocamento do cálculo uretral por hidropropulsão ou uretrotomia de emergência. A fluidoterapia deve ser iniciada para restaurar o equilíbrio hídrico e eletrolítico ou se existir azotemia pós-renal, ainda que qualquer obstrução pré-existente tenha sido resolvida (Grauer, 2001).

A dissolução clínica dos urólitos de estruvita, urato e cistina têm demonstrado ser eficiente, contudo, a escolha entre a remoção cirúrgica e a dissolução clínica dos urólitos nem sempre é fácil. As desvantagens da cirurgia incluem a anestesia, o método invasivo (complicações cirúrgicas potenciais), a possibilidade de remoção incompleta dos urólitos e a persistência de causas primárias predisponentes. Como a causa primária geralmente não é corrigida, a cirurgia não diminui a taxa de recidiva dos urólitos. As vantagens da cirurgia incluem a capacidade de diagnosticar definitivamente o tipo de urólito, corrigir qualquer anormalidade anatômica predisponente/concomitante (por exemplo, remanescente uracal ou pólipos na bexiga) e obter amostras da mucosa vesical para cultura bacteriana se a própria urina não produzir crescimento bacteriano (Grauer, 2001). O tratamento clínico permite a dissolução de urólitos de qualquer tamanho e localização, além de corrigir os fatores predisponentes, evitando recidivas (Osborne citado por Lewis, 1987). A principal desvantagem do tratamento clínico da urolitíase é o alto grau de participação por parte do proprietário, necessário por um período de várias semanas a meses.

As atuais recomendações quanto ao manejo dietético para a dissolução clínica dos urólitos de estruvita são (Rinkardt & Houston, 2004; Hoppe et al., 1995):

 Aumentar a solubilidade dos cristalóides na urina, o que se pode conseguir mantendo o pH urinário abaixo de 6,5. Alguns exemplos de acidificantes urinários são a DL-metionina, o cloreto de amônio e a vitamina C (ácido ascórbico), entre outros. Funaba et al. (2001), em um estudo com gatos, concluíram que a suplementação dietética de 3% de DL-metionina diminui o pH urinário com consequente redução da formação de estruvita, além de diminuir o sedimento urinário. Entretanto, Case et al. (1998) relatam a possibilidade de intoxicação por metionina em níveis pouco superiores a 1-2%, preferindo, assim, o uso do 1,6% de cloreto de amônio ou uma associação de cloreto de amônio e DL-metionina.

 Diminuir a concentração de cristalóides na urina mediante a estimulação da sede, aumentando deste modo o volume de urina. A suplementação da dieta com cloreto de sódio pode ser utilizada para este fim. Klausner & Osborne (1979) relataram que a administração oral de cloreto de sódio, induzindo poliúria e polidipsia, contribuiu para a diminuição da concentração urinária de estruvita.

 Diminuir a concentração urinária de substratos (uréia) para a urease bacteriana através da restrição de proteína dietética. Esta medida é importante para caninos, uma vez que a grande maioria dos casos de urolitíase em felinos ocorre na ausência de infecções. Desta forma, a concentração proteica não é alterada em alimentos para gatos, visando a manutenção do pH urinário ácido através do maior catabolismo dos aminoácidos sulfurados (Lazzarotto, 2000).

 Diminuir a concentração urinária de minerais associados aos urólitos de estruvita – fósforo e magnésio – através da restrição dietética desses minerais. Diversos experimentos demonstraram o desenvolvimento de cristalúria em gatos recebendo refeições contendo 0,15 a 1,0% de magnésio. Desta maneira recomenda-se utilizar dietas com cerca de 0,04% desse mineral, o que é suficientemente adequado para atender o requerimento dos felinos (Osborne et al. citado por Lazzarotto, 2000).

Dietas calculolíticas para estruvita têm sido formuladas com base nestas recomendações mencionadas. Desta forma, o mercado atual dispõe de dietas comerciais que são restritas em proteínas, fósforo e magnésio; possuem alto conteúdo de sal e resultam na produção de urina ácida. Em cães, a eficácia dessas dietas na dissolução dos urólitos tem sido confirmada em diversos estudos experimentais e clínicos controlados (Hoppe et al., 1987; Osborne et al., 1986b; Abdullahi et al., 1984). Em um estudo conduzido por Houston et al. (2004b), 31 dos 39 gatos alimentados com uma dieta comercial para gatos indicada para tratamento de urólitos de estruvita apresentaram dissolução dos cálculos em 30 dias.

O tempo médio para a dissolução dos urólitos de estruvita é de aproximadamente 12 semanas, com variação de duas semanas a sete meses, sendo a dissolução dos urólitos de estruvita estéreis geralmente mais rápida do que aquelas associadas às ITU cuja variação é de um a três meses. A dieta calculolítica deve ser fornecida por um mínimo de 30 dias após o cálculo não ser visível radiograficamente (Grauer, 2001).

As dietas calculolíticas não podem ser fornecidas rotineiramente como dietas de manutenção e não devem ser usadas durante períodos de gestação, lactação, crescimento ou após cirurgias, uma vez que a cicatrização de feridas e o desenvolvimento tecidual podem ser comprometidos pela restrição dietética de proteína (Grauer, 2001; Hoppe et al., 1987; Abdullahi et al., 1984). Abdullahi et al. (1984) relataram que a dieta calculolítica reduz a concentração sérica de ureia e albumina e aumenta a concentração sérica de fosfatase alcalina hepática. A ocorrência concomitante de degeneração hidrópica de hepatócitos indica que esta mudança bioquímica e fisiológica está associada com a restrição dietética de proteína (Abdullahi et al., 1984). Além disso, em virtude do seu alto conteúdo de sal, também não devem ser fornecidas aos gatos com insuficiência cardíaca, hipertensão ou síndrome nefrótica (Grauer, 2001; Hoppe et al., 1987; Abdullahi et al., 1984).

A eliminação de qualquer infecção bacteriana no trato urinário é parte essencial do tratamento clínico para a urolitíase por estruvita. Em alguns casos, só o tratamento com antibióticos resulta na dissolução dos urólitos por estruvita. Se a infecção estiver presente no início do tratamento, os antibióticos devem ser fornecidos continuamente durante o curso da dissolução clínica, uma vez que as bactérias podem ser liberadas do urólito à medida que se dissolve. Os antibióticos devem ser selecionados com base na cultura e sensibilidade bacteriana da urina e, nos casos de ITU grave ou persistente causada por bactérias produtoras de urease, o ácido acetohidroxâmico (AAH) inibidor da urease pode ser adicionado ao regime de tratamento.

Sempre que se tentar a dissolução clínica dos urólitos, o paciente deverá ser reavaliado no mínimo mensalmente. Devem ser feitas urinálise completa e radiografias abdominais para verificar o tamanho do urólito. Se a urinálise for sugestiva de ITU, cultura e sensibilidade bacterianas devem ser realizadas e o tratamento com antibiótico deve ser instituído ou ajustado adequadamente. Se o tamanho dos urólitos não diminuir após dois meses de tratamento, a obediência do proprietário, o controle da infecção e o tipo de urólito são parâmetros que devem ser reavaliados, devendo ser considerada a remoção cirúrgica (Grauer, 2001).

As medidas para evitar a recidiva dos urólitos de estruvita incluem a prevenção e o controle das ITU, a manutenção do pH urinário ácido e a redução da ingestão dietética de sais calculogênicos (Grauer, 2001).
Devido a grande influência do pH urinário e fatores dietéticos envolvidos na formação de urólitos, métodos de predição do pH urinário estão sendo desenvolvidos através da utilização dos dados de composição de macrominerais e aminoácidos, os quais participam da composição cátion-aniônica do alimento (Kienzle et al., 1991; Zentek .et al., 2004), oferecendo uma ferramenta para que as indústrias possam formular alimentos para animais de companhia que favoreçam um pH urinário ideal, aumentando, assim, a segurança dos produtos comerciais e, ao mesmo tempo, diminuindo a ocorrência de urólitos de estruvita e oxalato de cálcio.

 

*Flávia Maria de Oliveira Borges Saad, médica veterinária, MSc., doutora em Ciência Animal, professora Associada da Universidade Federal de Lavras – UFLA – DZO
Jéssica Santana dos Reis, doutoranda em zootecnia – UFLA – DZO
Rosana Cláudio Silva Ogoshi, doutoranda em zootecnia – UFLA – DZO
Carolina Padovani Pires, médica veterinária, mestre em nutrição de cães e gatos pela UFLA

Saiba mais sobre a Doença do Trato Urinário Inferior de Felinos

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Quando seu gato for diversas vezes na caixa sanitária fazer posicionamento para urinar  e eliminar pouca quantidade, ou até não eliminar urina, ATENÇÃO, ele pode estar com a doença do trato urinário que acomete felinos, principalmente machos.

A doença do trato urinário inferior de felinos (DTUIF) é um conjunto de alterações que resultam na obstrução peniana com a não eliminação de urina, que por sua vez, pode causar graves danos aos rins e ao organismo. É por isso que, com a evolução do quadro, o animal pode apresentar-se quieto, se escondendo, rejeitando alimentação e nauseado ou até com vômitos. A causa principal é a ocorrência de cálculos, mas os chamados “tampões uretrais” e neoplasias, também podem ser a causa da obstrução.

A obstrução urinária uretral acomete principalmente os machos, pois eles apresentam uma uretra com características de estreitamento, que nas fêmeas não ocorre. Nos gatos machos é a porção da uretra que fica no pênis a que mais sofre com a obstrução, pois chega a apresentar um diâmetro correspondente a 1/3 do inicial, ou seja bem mais estreita.

Quando isso é observado, seu animal deve ser imediatamente levado para atendimento veterinário. Frente à confirmação do quadro, será necessária anestesia geral para promover a desobstrução por meio de sondagem, além da coleta de sangue e urina para alguns exames. Os exames objetivam auxiliar na determinação da gravidade e causas da doença. Outros exames, além desses citados, podem ser solicitados conforme a necessidade individual de cada paciente. Após o tratamento da desobstrução é indicada a permanência em internação para a correção das alterações orgânicas, recebimento de medicações, fluidoterapia, além do acompanhamento do fluxo urinário.

Após a correção do quadro, diversas orientações serão repassadas pelo Médico Veterinário, todas elas muito importantes para que um novo quadro obstrutivo não aconteça. As orientações incluem desde medicamentos ao tipo de alimentação que precisa ser oferecido ao seu animal.

Animais que apresentam mais de 3 quadros recidivantes deve ser considerada a correção cirúrgica, que nada mais é do que a retirada da porção da uretra mais estreita. No entanto, para isso, é necessária a remoção do pênis. Independente dessa cirurgia é importante lembrar que os cuidados pós-cirúrgicos seguem, pois a presença de cristais pode seguir ocorrendo. A diferença é que com a correção cirúrgica não causará mais a obstrução.

Gatos para apartamento – Cuidados e dicas

Os gatos para apartamento são uma das melhores opções para as pessoas que moram em lugares com pouco espaço. Enquanto cães são, muitas vezes, até proibidos pelas leis de condomínio (por causa do espaço reduzido e dos latidos), com gatos esse problema dificilmente acontece.

Gatos são menores do que a maioria dos cães, mais silenciosos e mais limpos também, o que os torna uma opção ideal para quem mora em apartamento. Além disso, enquanto existem raças ideais de cachorros, com gatos isso é mais genérico, a maioria deles podem se tornar gatos para apartamento.

Gatos para apartamento

Gatos para apartamento são ótimas opções para quem mora em espaços pequenos. (Foto: Reprodução/PatatiPatakola)

Mesmo com toda a facilidade dos gatos em apartamento, é importante que o dono se lembre que eles são bichinhos que precisam de cuidados e, principalmente, que em apartamentos existem alguns riscos que devem ser levados em consideração.

Cuidados para se ter com gatos em apartamento

O primeiro passo é providenciar telas para as janelas e varanda do apartamento. Gatos são caçadores e estão sempre atentos aos movimentos ao seu redor, portanto as telas evitam acidentes graves caso o bichano tente pular.

Brinquedos são importantes para que o gato faça exercício, o que evita a obesidade. Arranhadores para gatos são fundamentais, assim o gato não utiliza os móveis da casa para afiar suas unhas. As caixas de areia também são imprescindíveis.

Existe uma grande variedade de outros acessórios para gatos que podem ser adquiridos para que o gato de apartamento não se sinta desconfortável com a restrição do espaço e, muito menos, deixe de fazer exercício.

O mais importante, como para qualquer outro local, é o modo de criação de um gato em apartamento, ou seja, o carinho, cuidados e limites impostos pelo dono para que a convivência seja agradável e sadia para ambos.

Os gatos são animais que mesmo necessitando de pouco espaço eles precisam do “seu” espaço. Portanto, quando cria-se um gato em um apartamento é importante respeitar o seu espaço para uma boa manutenção. O estresse pode levar o gato a diversas doenças. Além disso, é preciso uma boa disponibilidade de locais para ele beber água e fazer suas necessidades.

Fonte: Redação Cachorro Gato

Uma visão geral sobre comportamento canino

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(Texto adaptado do livro Behavior problems in small animals: practical advice for the veterinary team, dos autores Jon Bowen e Sarah Heath)

Para entender a forma como os cães relacionam-se com as pessoas e outros cães, é importante conhecer um pouco sobre o comportamento social canino. Apesar de ter passado pelo processo de domesticação, o cão doméstico, por ser um descendente do lobo, ainda exibe diversos padrões comportamentais semelhantes aos seus ancestrais.

Caracteristicamente, o lobo é o animal mais social dentre os canídeos, vivendo em grupos de indivíduos aparentados e com estrutura social flexível. Normalmente, apenas um macho e uma fêmea da matilha procriam, sendo chamados de alfa. Ambos têm como função garantir a continuidade do grupo e, para tal, agem como líderes da matilha, controlam o acesso aos alimentos e suprimem a procriação entre os demais membros do grupo. Estes, por sua vez, auxiliam na criação dos animais jovens e na caça de presas. Portanto, os indivíduos dominantes são os que mais se beneficiam da relação com o grupo, pois conseguem ajuda para a criação de seus filhotes, para a caça de alimentos e garantem a passagem de material genético para a próxima geração. Na matilha, as fêmeas-alfa demonstram agressividade com outras fêmeas durante a época de reprodução, enquanto os machos-alfa são agressivos com estranhos que se aproximam da matilha. Interessantemente, os demais membros do grupo tendem a ser sociáveis com outros lobos e demonstram uma necessidade de interação social própria.

Apesar das semelhanças com os lobos, o cão doméstico sofreu importantes modificações no comportamento social através da íntima relação com o homem. A vivência em um ambiente focado no homem, com poucas oportunidades para interagir com indivíduos de sua espécie, faz com que poucos cães tenham a chance de construir relacionamentos sociais estáveis, livres da influência humana. Porém, muitas características ainda estão presentes, como a necessidade de interações sociais e a hierarquização em um grupo.

Fonte: www.comportamentocanino.vet.br – Marcel Perez Pereira é médico veterinário e mestre em medicina veterinária, formado na Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia da Universidade de São Paulo (USP)

Gatos bons para apartamento

Se você estiver pensando em adquirir um gato para viver em apartamento e não consegue se decidir qual a raça de gato é mais indicada para você, confira a seguir uma lista com 5 raças que se adaptam bem em ambientes internos. Gatos são pets perfeitos para viver em apartamentos, você só precisa colocar telas de proteção em todas as janelas, uma caixa de areia e plantar uma graminha para ele.

O Scottish Fold

Gato da Raça Scottish Fold

O gato da raça Scottish Fold é inteligente, dócil, de fala mansa, e facilmente adaptável a  pessoas  e situações novas. Eles são muito leais e tendem a se relacionar com apenas uma pessoa da família. Ele permite ser acariciado por todas as pessoas, mas sua atitude é muito clara, ele demonstra com muita clareza sua devoção para apenas poucos membros da família.

Gato da Raça Scottish Fold

O Scottish Fold é um gato que se dá muito bem em um ambiente em que receba muita atenção e em que as pessoas também saibam respeitar seu espaço. Apesar de sua devoção, ele não é um gato pegajoso, o Scottish Fold é um gato exigente e geralmente preferirá estar próximo a você, mas não é um gato que fique muito tempo feliz em seu colo. Eles gostam de brincar com bolinhas e este tipo de brincadeira é muito bom para que ele se exercite.

O Ragdoll 

Gato da Raça Ragdoll

O gato da raça Ragdoll  é um gato grande, de personalidade dócil, meigo e simpático, costuma ser comparado a bonecas de pano devido a sua atitude totalmente entregue e confiante com seus donos. São  companheiros ideais para o interior da casa. Uma das melhores características desses gatos é a sua personalidade descontraída e doce. Ele é brincalhão, mas não é hiperativo. Conhecido por adaptar-se facilmente a qualquer ambiente.

Gato da Raça Ragdoll

O gato da raça Ragdoll se relaciona muito bem com crianças e adultos, bem como outros animais domésticos como cachorros e outros gatos. O Ragdoll pode ser adestrado e é muito carinhoso sem ser excessivamente exigente. Ele tem voz suave é extremamente educado. O Ragdoll também é conhecido por ser um gato esfomeado, por isso deve-se ter cuidado com a alimentação.

O Maine Coon

Gato da raça Maine Coon

O gato da raça  Maine Coon é extremamente amoroso e carinhoso. A enorme popularidade da raça Maine Coon se deve ao tamanho gigante deste gato, dotado de uma inteligência singular, e uma pelagem exuberante o Maine Coon é um gato com uma incrível disposição, é bastante resistente e devotado à sua família.

Gato da raça Maine Coon

Apesar do Maine Coon  ser dedicado, brincalhão, e amoroso com seus donos, eles podem ser reservados com pessoas que não esteja familiarizado, mas com o tempo, mesmo o Maine Coon mais desconfiado acaba se adaptando. O Maine Coon  foi criado em navios para controlar a população de roedores e como convém a um ex marinheiro, o Maine Coon é fascinado por água, talvez porque seus pelos sejam grossos, e repelem a água.

O Exotic Shorthair

Gato da raça Exotic Shorthair

O gato da raça Exotic Shorthair é um gato descontraído, brincalhão e adora brincar com bolinhas e brinquedos. Devido à influência do American Short Hair, o Exotic  é mais esperto do que o gato Persa, embora alguns criadores digam que ambas as raças são muito semelhantes de temperamento.

Gato da raça Exotic Shorthair

Sem dúvida, a personalidade do Exotic Shorthair é muito parecida com a do Persa, tranquilo, leal, doce e afetuoso. Ele gosta de estar envolvido na vida de seus donos e silenciosamente segui-los de lá pra cá para ver o que eles estão fazendo. Ele também gosta de abraços e afagos e é generoso com seus donos retribuindo os carinhos com ronronos e lambidas.

O  Burmese 

Gato da raça Burmese

O gato da raça Burmese  é divertido, brincalhão, e super-inteligente, é o gato perfeito para interagir em casa, no escritório, ou em qualquer lugar onde as pessoas necessitem e apreciem um animal de estimação. Ele é muito ativo e gosta de muito de brincar. O Burmese é um gato dedicado e leal. A fêmea é muito curiosa, ativa, e muito envolvida emocionalmente com sua família. O macho é diferente, ama seus donos também, mas é mais sossegado.

Gato da raça Burmese

O Burmese é  um gato muito tranquilo e a única questão sobre a qual ele se torna muito atento é a comida, o gato Burmese é um gato com paladar muito refinado e muito apaixonado por comida..
O  Burmese tem uma voz grossa que soa um pouco rouca, mas não é um gato falante.No entanto, quando ele têm algo a dizer, no entanto, irá reiterar a mensagem até que você resolva  tudo o que o está incomodando.

 

Fonte: Guia de Raças

Saiba mais sobre a Cinomose

A cinomose é uma doença viral altamente contagiosa que acomete cães de todas as idades, sendo capaz de atuar em todos os sistemas. A transmissão ocorre por meio do contato com qualquer excreção corporal expelida pelo cão doente, como urina, fezes, saliva, placenta e secreção respiratória, podendo ou não apresentar sinais clínicos. Existem outros fatores que também influenciam a transmissão como os utensílios que o animal tem contato, como nossas roupas e o ambiente contaminado, por isso a importância de isolar o animal doente e sempre trocar a roupa do cuidador ao tocar em outro animal. Ao adquirir a doença, o animal pode apresentar sinais de perda de apetite, depressão, febre, vômito e diarréia, desidratação, dificuldades respiratórias e até alterações neurológicas, não necessariamente nessa ordem. É comum que o proprietário confunda a cinomose com outra doença que também causa diarréia, como a parvovirose. Por isso a importância da avaliação do Médico Veterinário e dos exames complementares. Não existe nenhum tratamento antiviral, apenas sintomático, porém a vacinação adequada pode prevenir a ocorrência da doença.

Dolores (Buldog Francês) depois do banho

Dolores (Buldog Francês) depois do banho